sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Neutralidade da Internet

O fim da neutralidade da internet nos EUA pode afetar o Brasil. A medida adotada pelos “yankees”, pode reabrir o debate por aqui, embora a nossa legislação preveja, atualmente, a neutralidade da rede.
Pois é. A agência que regula a Internet nos Estados Unidos aprovou, recentemente, o fim do princípio de neutralidade da rede no país. Dessa maneira, a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) reverteu o entendimento da Internet como um serviço público, no qual os provedores são obrigados a tratar todos os dados da rede de maneira igual, sem importar sua origem, tipo ou destino. Caso a decisão seja, realmente, referendada pelo Congresso americano,  será permitido às operadoras separar conteúdos, priorizar alguns e cobrar por pacotes diferenciados de acesso à internet.
Críticos à nova legislação temem que ao utilizar serviços de transmissão de vídeos (streaming) como os da Netflix (Provedora Global de filmes) ou de jogos online, suas operadoras passem a cobrar taxas ou planos de acesso à Internet, o que os tornariam parecidos aos pacotes de TV a cabo.
No Brasil, a neutralidade da rede passou a ser garantida a partir de 2014, quando o Marco Civil da Internet entrou em vigor. Assim, de acordo com a legislação brasileira, as empresas não podem discriminar os dados que trafegam na rede e tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino. 
Na opinião de especialistas, o maior problema da decisão americana é possibilitar um possível bloqueio à inovação na rede. Hoje, a legislação garante igual acesso a todas as empresas que queiram lançar serviços e produtos na internet. Temos uma rede aberta e democrática. Com a quebra da neutralidade pode haver certa burocratização de acesso, o que pode obrigar aos criadores de novos aplicativos e ferramentas a terem que negociar com as operadoras o acesso aos seus serviços.
O princípio da neutralidade da Rede garante a igualdade de acesso a conteúdos e evita que haja conteúdos de primeira e de segunda classe. A supressão dessa regra coloca em perigo o espírito fundador da Internet, que nasceu como uma infraestrutura descentralizada para conectar computadores dispersos por todo o planeta e não como um espaço comercial.
O fim dessa norma pode afetar aspectos relevantes como o bloqueio de conteúdos, de tal forma que as empresas imponham suas normas para o acesso a alguns conteúdos; assim como a diminuição de velocidade de serviços, onde priorize aqueles que paguem um valor adicional para determinado serviço; o que abre brecha entre uma Internet para os ricos e outra para os pobres, transformando-se em privilégio o acesso a serviços de empresas de telecomunicações cada vez mais criadoras de conteúdo, como Netflix e Movistar (empresa espanhola de conteúdos).
As preocupações podem ser também transferidas ao campo das pequenas empresas com negócios hospedados na Rede. Caso a velocidade de tráfego, por exemplo, dependa de pagamentos realizados aos servidores, as empresas com menor orçamento passariam a ocupar uma posição desigual diante das gigantes comerciais.
Quase 50 países adotam a regra que determina isonomia no tratamento de dados pelas empresas provedoras de conexão, onde a neutralidade estipula que todo conteúdo trafegue com a mesma velocidade.
Com a neutralidade da internet, nenhum site, serviço ou aplicativo usufrui de maior rapidez ou de privilégios. Isso dá ao usuário poder de decisão sobre qual informação disponível ele queira acessar na rede.
Entre os efeitos possíveis da nova decisão, são esperados riscos à liberdade de expressão, à privacidade e à inovação, não somente para os Estados Unidos como também para o resto do mundo.
Podemos dizer que o conflito econômico básico da internet está entre encará-la como uma estrutura de interesse público, fundamental para a circulação de informações, ou como uma infraestrutura de telecomunicações sob a lógica empresarial.
Desse modo, um dos maiores embates sobre o funcionamento da rede de internet acaba de recomeçar, o que não terá solução imediata, pois ele está apenas recomeçando.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Os Microsseguros

O microsseguro é uma modalidade de seguro pensada para pessoas com pequenos investimentos, focado principalmente, nas classes D e E; o que podemos considerar como o primeiro passo, para inclusão de pessoas que nunca puderam ter algo segurado na vida.
Portanto, o alvo dessa modalidade de seguro são os consumidores de baixa renda, para os quais são desenhadas coberturas sob medida para ampará-los em situações de risco como grandes choques econômicos que possam afetar o orçamento doméstico dessa classe social, ameaçando  jogá-los degraus abaixo no nível de pobreza; seja ainda em virtude de morte; doenças prolongadas ou invalidez permanente, por exemplo.
O Brasil reúne indicadores para uma acelerada expansão do microsseguro, dado o numeroso mercado formado por pessoas de baixa renda, sendo  consenso entre os especialistas de que o Brasil possui o maior mercado voluntário de microsseguro, com um contingente de, aproximadamente, 100 milhões de pessoas adultas.
Assim, as coberturas são diversas para este nicho de mercado. Para termos uma ideia, existem coberturas como as existentes no seguro prestamista; as de apólice de vida em grupo conjugada com as de acidentes pessoais; e a de assistência funeral. Mas cabe ressalvar que tais exemplos de coberturas não devem se constituir em limitador do mercado, cabendo aos prestadores desse serviço à missão de desenvolver cada vez mais produtos adaptados às necessidades e à realidade dessa numerosa população de renda baixa.
Por definição, o Microsseguro, é uma proteção securitária fornecida por entidades autorizadas a operar no território nacional, com o objetivo principal de preservar a situação socioeconômica do segurado; assim como pessoal ou familiar desse contingente populacional contra riscos específicos, mediante o pagamento de prêmios proporcionais às probabilidades e aos custos dos riscos envolvidos, em conformidade com a legislação e os princípios dos seguros globalmente aceitos.
Nesse contexto, o Microsseguro se torna uma ferramenta de  inclusão de serviços de seguros, poupança ou crédito, para esse segmento de baixa renda da sociedade, contribuindo assim para o acesso à proteção contra riscos.
Como todo modelo securitário, para a concessão do microsseguro, são consideradas algumas variáveis como: renda, nível de escolaridade, condições de moradia, dentre outros; podendo participar trabalhadores informais ou com carteira assinada, assim como microempreendedores.
Outro fato interessante, é que o Microsseguro e Seguro Popular não significam a mesma coisa. O Microsseguro é uma modalidade de seguro direcionado, especificamente, para pessoas de baixa renda, enquanto o Seguro Popular é o termo que define o seguro de prêmios com valores menores, porém voltados para todo tipo de consumidor.
Dados recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que em 2015 o microsseguro teve aumento de 11% em relação a 2014, com ganhos de R$ 91 milhões; e entre janeiro e setembro deste ano, o segmento de microsseguros movimentou R$ 245,6 milhões; representando um crescimento real (descontada a inflação) de 63,39% em relação, ao mesmo período, do ano passado.
Já o relatório americano “The State of Microinsurance” mostrou que apenas na América Latina o volume comercializado do microsseguro em 2015 foi de US$ 830 milhões, cobrindo cerca de 50 milhões de pessoas agora seguradas.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Bitcoin

O Bitcoin é uma moeda totalmente virtual criada há mais de dez anos, a qual vem atraindo à atenção de investidores em todo o mundo e já se tornou aceita como meio de pagamento em alguns países. Ela se transformou numa moeda, assim como o real ou o dólar, porém, bem diferente dos exemplos citados.
Uma das diferenças marcante dessa moeda é o fato de não ser possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida, pois, ela não existe fisicamente. Sua existência é totalmente virtual.
Outro fato inusitado é que sua emissão não é controlada por nenhum Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar “bitcoins” e registrar todas as transações realizadas com ela.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos onde o vencedor recebe um bloco da moeda. 
Portanto, não é necessário ser um especialista para compreender o funcionamento das bitcoins. O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado “Satoshi Nakamoto” — que, até hoje, nunca teve a identidade comprovada.
De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido. Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. 
Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicados, exclusivamente, a essa tarefa como o Avalon ASIC.
Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas.
As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra em um software específico.
Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. Detalhe, a compra não pode ser desfeita.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, porém, vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de regular a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até trezentos mil estabelecimentos no Japão aceitem, até este fanal de ano, esse tipo de moeda. 
Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital em uma bolsa de valores, porém, realizada com criptomoedas.
Já o valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação.
Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização; no entanto, retomou sua popularidade nos anos seguintes.
Nos últimos anos, o interesse pela bitcoin explodiu. Em dado período a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares, para depois chegar a mais de 10 mil dólares.
Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e com maior aceitação da moeda; enquanto críticos afirmam que a moeda vive uma bolha semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII na Holanda, e que estaria prestes a estourar.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Desigualdade Previdenciária no Brasil

Especialistas em desigualdade social e contas públicas têm sido unânimes em afirmar que uma relevante reforma da Previdência tanto na ótica fiscal quanto na social, deveria começar atacando os privilégios do sistema como um todo, e mais precisamente, os privilégios das aposentadorias do setor público.
Na Previdência Social os descalabros são imensos. Vejam que o aposentado do  regime geral aquele do INSS, em média ganha, R$ 1.450,00 de aposentadoria; enquanto a média de ganho dos servidores municipais é de R$ 5.289,00 - quase 4 vezes mais a renda dos aposentados do INSS.
Nos estados, país afora, a média de ganho chega a R$ 5.900,00; no executivo federal se ganha, R$ 7.716,00 em média de aposentadoria; já a média de ganho do funcionalismo federal é de R$ 7.700,00. Os militares federais  ganham em média,  R$ 9.700,00; o Ministério Público federal fica com R$ 19.128,00, em média, equivalente, a mais de 10 vezes o ganho do aposentado do INSS. E lembre-se que o Ministério Público tem como prerrogativa defender e proteger a sociedade brasileira, por ser uma espécie de advogado do cidadão brasileiro.
O Judiciário Federal é outra dureza, ganham em média, R$ 22.336,00, enquanto os deputados e senadores juntamente com os funcionários das casas da Câmara e do Senado, ganham R$ 28.900,00 em média. Isso representa 20 vezes mais a aposentadoria média dos aposentados do INSS.
É preciso fazer alguma coisa, o país não aguenta mais isso! Os brasileiros não querem mais pagar essa conta que gera uma enorme transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos!
E a reforma da Previdência deverá ser feita para corrigir essas injustiças e resolver esta situação; não é para diminuir a aposentadoria de pobre, como dizem por aí. A reforma é para garantir o pagamento das aposentadorias dos aposentados ao longo de sua vida.
Por outro lado, os desajustes das contas públicas é uma realidade. Daí a existência de grande preocupação com a evolução das contas; e o reequilíbrio das finanças do setor público é um ponto de sustentação da estabilidade e do crescimento econômico atual. Caso não haja esse reequilíbrio isso gerará  desconfiança em relação à economia brasileira, o que pode trazer pressões com consequências danosas como a inflação, dentre outras.
Todo esse descontrole acaba por afugentar investimentos e os empresários, não somente os da indústria acabam adiando investimentos por ainda estarem com capacidade ociosa e pelo fato de terem consciência da gravidade de uma situação de desequilíbrio fiscal. E como a previdência é a responsável pela maior parte do rombo das contas publicas, as mudanças passam por ela.
Espera-se um crescimento maior da economia brasileira no ano que vem e a consolidação dessa melhoria é ainda muito gradual, o que vai depender da confiança dos agentes econômicos e da capacidade do governo de voltar a ter superávits fiscais e de buscar condições de reduzir a dívida pública.
Diante dos obstáculos que se apresentam o governo poderá ter dificuldades para cumprir a meta fiscal do ano que vem o que pode esfriar os investimentos esperados e trazer dificuldades no encaminhamento das concessões realizadas por parte do setor público.
Estamos sim num ciclo mais positivo da economia, porém, a consolidação, propriamente dita, dependerá, fortemente, dos ajustes das contas públicas, e isso passa, invariavelmente, pela Reforma da Previdência.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Pesquisas de Mercado

A área de pesquisa de mercado se tornou um grande negócio, tanto para produtores quanto para consumidores. Apenas nos Estados Unidos da América estima-se que os gastos atinjam R$ 16 milhões em estudos de mercado todos os anos, enquanto, que no mundo essa cifra é algo gigantesco, aproximadamente, R$ 53 milhões.
Mas, por que se gasta tanto assim? Simples, é porque as grandes marcas precisam de feedbacks, porém agora, de feedbacks dos próprios consumidores.
As grandes marcas sempre têm novos produtos para lançamento no mercado e desejam saber o que os vários públicos pensam sobre eles, e esses valiosos feedbacks podem ser utilizados para influenciar o futuro de seus produtos, ou até mesmo, o futuro dessas empresas.
Uma forma de as empresas assegurarem muitas opiniões imparciais é criando uma plataforma onde os membros do público possam se cadastrar para participar de pesquisas. Essas plataformas as quais me refiro, correspondem a websites que enviam pesquisas a seus membros para que eles deem seus feedbacks, e ao mesmo tempo, determine que as pessoas completem essas pesquisas, oferecendo prêmios atrativos aos participantes. Esta é a novidade! E caso você se inscreva numa dessas plataformas você receberá ótimos prêmios pelas suas opiniões e pelo seu tempo de dedicação às pesquisas.
As grandes marcas pagam então aos websites de pesquisa para utilizar os feedbacks que você forneceu para melhorar os produtos delas.
Caso você tenha entre 35 e 75 anos pode qualificar-se para ganhar uma graninha extra, respondendo às pesquisas; já que as grandes marcas recebem muitos feedbacks de consumidores entre 18 a 25 anos, os quais não representam a maioria de seus consumidores, aí elas estão à procura de pessoas mais maduras para completar questionários especializados, que segundo especialistas são muito bem pagos.
Empresas como PayPal, Amazon, Tesco, e Topshop todas querem saber a sua opinião.
Sei o que você está pensando, "Questionários são um desperdício de tempo, o pagamento é sempre tão baixo." Isso é verdade para a maioria dos questionários. No entanto, pesquisas específicas e dirigidas pagam mais.
Nesta mesma linha, chegam ao Brasil as “Lojas Grátis” onde os clientes levam a mercadoria e não pagam por ela. Isso quer dizer que estabelecimentos comerciais oferecem produtos para o cliente testar e cobram em troca a opinião dele sobre o produto.
A loja funciona assim: o consumidor entra na loja, analisa o produto, pega o que tem vontade e sai sem pagar por ele.
Esse novo conceito varejista, que tem como moeda a opinião do consumidor, é sucesso em países como Japão, Espanha e Estados Unidos.
A estratégia é a seguinte: indústrias da área de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, vestuário e até de eletroeletrônicos expõem seus produtos que, na maioria, ainda não chegaram às prateleiras do grande varejo. O consumidor leva para casa, experimenta e dá sua opinião. As novidades de eletroeletrônicos, porém, terão de ser provadas ou testadas na própria loja.
Para ser um consumidor dessas lojas o cliente deve se tornar associado para receber uma carteirinha que dá acesso livre às próximas visitas e já pode consumir os produtos.
Na loja “Sample Central”, o cliente terá direito a levar até cinco produtos por visita, que deve ser previamente agendada, enquanto, que na loja “Clube Amostra Grátis”, são cinco itens por mês.
Depois de devidamente cadastrado, o cliente responderá a um questionário sobre cada produto utilizado, apontando defeitos, qualidades, pontos positivos, prós e contras. Na verdade, é uma pesquisa de mercado para as empresas participantes, e elas pagarão às lojas por essas informações.
Pelo lado das empresas conta o seguinte: ao invés delas investirem R$ 60 mil em uma pesquisa de mercado tradicional, os empresários recebem "feedbacks" de seus produtos de uma forma mais barata, comentam especialistas.
Inicialmente as lojas irão expor cerca de 80 produtos, mas o objetivo delas é colocar nas prateleiras algo entre 160 e 200 itens para a escolha do cliente continuamente.
Algumas marcas, como Nestlé, Telefônica, Locaweb, Plantronics, Góoc e Grupo Berton da área de cosméticos, aderiram ao “Clube Amostra Grátis”.
Desse modo, esse modelo de negócios da loja grátis está associado a uma nova estratégia de marketing conhecida como "tryvertising", uma expressão resultante da junção das palavras inglesas "try" (experimentar) e "advertising" (propaganda).
Outro lado interessante para os produtores, segundo pesquisas especializadas, é que 76% das pessoas que experimentam o produto se tornam consumidores efetivos quando esse item chega, efetivamente, ao mercado.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Prosperidade Financeira

Conquistar uma saudável prosperidade financeira não é algo fácil. Para alguns até parece impossível que isso aconteça. Porém, existem caminhos através de uma boa disciplina financeira através da leitura de bons livros sobre o assunto e da aplicação de métodos utilizados pelos grandes financistas mundiais.
Segundo especialistas, ficar rico começa por se pagar primeiro, ou seja, buscando o hábito de deixar um montante de 10% de suas receitas numa poupança. O conselho vem do livro - O Homem mais rico da Babilônia, onde se lê que a cada dez moedas disponíveis, utilize apenas nove, e faça uma boa poupança com o restante.
Seguindo adiante, será preciso outro compromisso: gastar menos do que se ganha. Algo fácil de dizer, porém, difícil de realizar, dado que as sociedades modernas estimulam muito o consumo o que facilita gastar demasiadamente. Além disso, havemos de considerar que quando as pessoas começam a ganhar mais, elas começam também a gastar mais, algo que precisa ser contido.
Outro ponto é investir, uma vez que você já conseguiu controlar suas despesas e poupar ao menos 10% de suas receitas. Assim, o próximo passo é colocar seu dinheiro para trabalhar para você. Investir pode fazer toda a diferença na hora de ter uma aposentadoria confortável, por exemplo. Assim, uma boa alternativa, pode ser os fundos de investimentos ou o Tesouro Direto.
Lembre-se de que sempre há algum tipo de risco na hora de investir, por isso é crucial ter inteligência na hora de escolher onde colocar o seu dinheiro. Lembre-se que investir é um jogo de longo prazo, pois achar que ficará rico logo, logo, apenas pode atrapalhar. Como diz o mega investidor Warren Buffett "é bastante simples conseguir ficar bem indo aos poucos, mas não é fácil ficar rico rapidamente".
Assim, investir em um imóvel, uma casa, atualmente, é algo controverso, mas, o conselho de grandes investidores é que todo homem deva ter uma casa para si mesmo. Porém, antes de investir em um imóvel, é preciso saber o quanto você pode pagar por ele e se você está preparado para todos os custos ocultos que aparecem ao bancar um imóvel, uma casa.
Planejar a aposentadoria é algo interessante. Entenda que o tempo é o seu melhor recurso quando se trata de investir para a aposentadoria. Isso acontece graças aos juros compostos. Então, quanto mais cedo você começar a poupar para a aposentadoria, melhor você estará. Por isso, caso você não tenha começado a se planejar para esse momento da sua vida, o momento é agora.
Por outro lado, cuide do lado exotérico de sua vida. Faça às pazes com o dinheiro. Não pense que o dinheiro é sujo; que somente traz desgraças; que é perigoso; que atrai falsos amigos; que causa brigas; que é o mal do mundo; e que não há dinheiro suficiente para todos.
Portanto, não pense que as pessoas prósperas são gananciosas, exploradoras, que elas são responsáveis pela pobreza do mundo, que elas são arrogantes ou infelizes. É preciso pensar de forma mais proativa e mais produtiva em relação ao dinheiro.
Lembre-se que a prosperidade financeira difere da independência financeira. Prosperidade é um estado ou qualidade que se atinge ou conquista, assim como alguém que esteja saudável e em plena ascensão em diversas áreas de sua vida como saúde física, mental, financeira, profissional e social. A prosperidade financeira, portanto, é estar saudável financeiramente e isto está longe de ter somente muito dinheiro, como muitos podem pensar. Trata-se de obter educação financeira, conquistar maior controle emocional, clareza e habilidades de um investidor. Portanto, ser consciente na sua relação com o dinheiro, o que envolve identificar e corrigir falhas como consumismo, incoerências, falta de gratidão com os outros e muito mais!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O Brasil que da certo na Ciência e Tecnologia

Em meio a tanto falatório sobre falta de recursos para a ciência e a tecnologia brasileira haveremos de convir que há falta de recursos para todos os setores no país em função de uma tremenda crise de financiamento que atingiu o sistema federal brasileiro.
Desse modo, o governo brasileiro por alguma razão, no passado recente, de alguma maneira gastou o dinheiro daqueles anos e o dinheiro do futuro. Agora o país está mergulhado numa falta de recursos para tudo, não somente para a ciência e tecnologia. Falta  dinheiro para a saúde; para as rodovias; para segurança pública, enfim,  para tudo! Porém, nem tudo são mazelas no Brasil como muitos gostam de alardear.
Para termos uma ideia o sistema de ciência e tecnologia que temos aqui no Brasil foi construído ao longo de muitas décadas. Teve seu início com a criação da primeira universidade brasileira, a Universidade do Paraná, em 1912; que teve sequência na criação de outras universidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro; a Universidade Federal de Minas Gerais; a criação da USP – Universidade de São Paulo nos anos 30; além da criação da Academia Brasileira de Ciências; da Sociedade Brasileira de Química; da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; do CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, nos anos 50; a criação do INPA – Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia; do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial; da CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, etc.
Todas essas realizações vieram se acumulando ao longo do tempo; e todo esse esforço dos brasileiros permitiu ao Brasil possuir hoje uma das mais invejadas agriculturas do mundo; não somente do ponto de vista da produtividade, como também da variabilidade de produtos agrícolas fornecidos, dentre eles bovino, suíno, frango, etc.
Assim, o Brasil se tornou uma espécie de celeiro do mundo na agricultura, por causa da ciência e tecnologia; em boa parte criada por brasileiros que se educaram nas boas universidades brasileiras onde aprenderam a estudar o solo brasileiro, as plantas brasileiras, os animais brasileiros, e como fazê-los funcionar melhor aqui no Brasil.
O país possui 200 milhões de bovinos, e ganha dinheiro sério, com isso, gerando milhares de empregos a nós brasileiros.
O Brasil realizou a sua Indústria Aeronáutica, a 4ª principal indústria aeronáutica do mundo em São José dos Campos. Tudo tocado por brasileiros que se educaram, fizeram pesquisa, aprenderam e entenderam como é que se fabrica avião e como se faz aviões eficientes, de qualidade e competitivos.  
O projeto do álcool etílico brasileiro é outro exemplo de sucesso. Os brasileiros vão hoje aos postos de gasolina, enchem o tanque de seus carros com álcool etílico. Pois é. Em nenhum outro lugar do mundo isso acontece! Todos os países desenvolvidos do mundo estão procurando como substituir a gasolina do petróleo e nenhum até agora encontrou. O único país do mundo que conseguiu fazer isso foi o Brasil com o programa do etanol. O que é invejado no mundo inteiro. E de novo! Feito por engenheiros brasileiros, bioquímicos brasileiros, químicos brasileiros que se meteram a fazer um país industrializado a funcionar a base do etanol. Assim, a ciência e a tecnologia produzida no Brasil tem feito o Brasil ser um lugar melhor.
Lembremo-nos, também, da elevada tecnologia desenvolvida na Petrobras para extração de petróleo em águas profundas, das plataformas flutuantes e da extração do Pré-Sal.
Na Unicamp - Universidade de Campinas, nos últimos 40 anos, seus estudantes criaram mais de 500 empresas que somente no ano passado sustentaram 28 mil empregos, e todo esse conjunto de empresas gerou um faturamento de R$ 3 bilhões. Isso é resultado de ciência e tecnologia, de ensino superior, de boa universidade existente no Brasil.
Por outro lado, sempre se comenta que os brasileiros estão indo embora. Na realidade, existem brasileiros que estão indo embora do país; porém, ao contrário disso, a FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo tem recebido e aprovado entre 50 e 100 financiamentos para o projeto Jovem Pesquisador, um programa que acolhe jovens de qualquer lugar do mundo, brasileiro ou não para começar a sua carreira como pesquisador financiado pela FAPESP.
Cabe lembrar que existem projetos fracassados também. É o caso do projeto Ciências sem Fronteiras que torrou R$ 15 bilhões em quatro anos e não trouxe resultados para o país, apenas encargos. Esse é um típico caso onde não procede a crítica de falta de dinheiro para a ciência e a tecnologia no Brasil. Esse recurso gasto sem critério adequado daria para sustentar os bons projetos de ciência e tecnologia aqui no Brasil por dez anos. Vejam que o orçamento do CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para um ano é de R$ 1,5 bilhão.
Outro dado positivo para o país é um programa da FAPESP que financia pesquisa para pequenas empresas. Veja que somente nesse ano a FAPESP já contratou projeto com mais de 200 pequenas empresas, o que indica quase um projeto por dia útil. São empresas que irão desenvolver tecnologia pra crescer e gerar empregos para engenheiros, doutores, mestres e químicos, dentre outros no estado de São Paulo.
São por esses fatos positivos que a ciência e a tecnologia devam ser incentivadas e apoiadas aqui no Brasil, trazendo retorno aos brasileiros e ajudando no interesse público.
A economia brasileira decresceu nos anos de 2014 a 2016 e fez o Brasil entrar na UTI; o que fez decrescer a receita fiscal federal e a também a estadual, gerando uma receita entre 5% e 6% menor para a ciência e tecnologia. Com isso, decresceu a capacidade de aplicação em projetos, porém, algo gerenciável se com critério, autonomia e previsibilidade.  
Assim como o ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica nos deu a origem da aviação  brasileira, hoje o laboratório Síncrotron – um mecanismo de pesquisa de física, química, ciências dos materiais e da biologia nos dará a possibilidade de geração de tecnologia de ponta para o país.
O laboratório Síncrotron é um estudo  brasileiro que vem de 30 anos de operação e desenvolvimento e quando esse acelerador estiver pronto entre 2018 e 2019, ele será um dos dois melhores do mundo! Isso significa que teremos cientistas do mundo inteiro querendo vir para Campinas para usar essa máquina  para fazer a ciência deles. Então, o estado de SP, Campinas e o Brasil se tornarão num polo de pesquisa e de gente fazendo fila para poder usar essa máquina desenvolvida aqui no país por nós brasileiros. Porém, deveremos ser cuidadosos na formação de cientistas brasileiros para a utilização do Laboratório Síncrotron para não deixarmos que somente estrangeiros venham se utilizar do nosso conhecimento.
Vejam que ciência e tecnologia é um negócio que se multiplica por muitas vezes e traz resultados!